Apoio financeiro é a maior dificuldade do microempreendedor, mostra levantamento

Entre as dificuldades enfrentadas pelo microempreendedor brasileiro, o apoio financeiro é a maior de todas. Essa foi uma das conclusões de enquete conduzida no 6º Todos Podem Empreender, maior encontro nacional de microempreendedores, promovido pela Aliança Empreendedora, que reuniu 270 empreendedores, no dia 2 de julho em São Paulo, na Unibes Cultural.

Além da dificuldade com suporte financeiro, relatada por 43% dos 73 respondentes da pesquisa, outros desafios foram apontados: divulgação do negócio (27%), conhecimento técnico (14%), burocracia (13%) e conflito com as pessoas (3%).

“O que vemos é que mesmo existindo políticas de microcrédito, muitas vezes o microempreendedor tem dificuldade no acesso às informações, em entender qual o caminho ele deve percorrer para ter esse suporte”, explica a organizadora do evento e co-fundadora da Aliança Empreendedora, Helena Casanovas.

As micro e pequenas empresas são responsáveis por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo dados do Sebrae. “Apoiar o setor, além de ajudar no crescimento individual de cada empreendedor, é investir na economia do país como um todo”, destaca.

A 6ª edição do Todos Podem Empreender, patrocinado pelo Bid Lab e Instituto Lojas Renner, teve como tema Diversidade e Colaboração. O evento apresentou ao público o painel Ideias Inspiradoras, com sete empreendedores de todo o país que tiveram trajetórias de destaque.

Suzana Portal, de Curitiba (PR), por exemplo, contou como a própria deficiência visual lhe deu uma ideia de negócio após ser rejeitada em entrevistas de emprego. “Já que as empresas não conhecem a pessoa com deficiência, eu decidi levar conhecimento até elas. A Portal, empresa que presta consultoria de acessibilidade e serviços de audiodescrição, uniu a minha necessidade por trabalho com a minha luta em prol da acessibilidade”, disse.

A estilista e transexual Andréa Brazil também foi destaque no painel e contou como superou as estatísticas que condenam mais de 90% das pessoas trans a trabalharem como profissionais do sexo. “Eu trabalhei como cabeleireira, maquiadora, com corte e costura. Hoje, além do meu trabalho com a moda, eu auxilio outros transexuais a seguirem a carreira que quiserem por meio do projeto Capacitrans”, explicou.

Outros empreendedores que palestraram no evento foram: Bia Santos (RJ), idealizadora da startup Barkus; Alexandre Limeira (PB), artesão, artista popular e agricólogo; Alícia Vargas (SP), boliviana e costureira; Lia Bonfim Cabral (BA), ex-auxiliar de enfermagem e coordenadora da panificadora comunitária 7E; e Marcele Porto (RJ), empreendedora premiada pelo Beers Five Hostel, além de mentora e professora de empreendedorismo.

Além das palestras, os participantes tiveram atividades práticas em oficinas conduzidas por empreendedores e parceiros como Facebook, Mercado Pago e Assaí Atacadista. Foram abordados temas tais como formas de melhorar o desempenho nas mídias sociais, como aumentar as vendas, como fazer promoções e formas de receber pagamento pela internet.

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