Na hora de buscar um novo lar é comum surgir a dúvida: financiar ou alugar? Em um cenário de renda pressionada e custos crescentes, trocar o aluguel pelo imóvel próprio é uma mudança que faz sentido, especialmente para o segmento econômico.
Felipe Toledo, diretor Comercial e Marketing da construtora e incorporadora Rottas, explica que um conjunto de condições alterou a lógica financeira da moradia. Segundo ele, hoje, o sinal inicial pode partir de apenas R$ 1.500, em alguns casos.
Além disso, a entrada do imóvel pode ser parcelada em mais de 60 meses diretamente com a construtora, reduzindo a necessidade de desembolso imediato. No financiamento, as taxas de juros subsidiadas do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) seguem como a linha de crédito habitacional mais barata do mercado.
Outro ponto relevante é o subsídio concedido pelo Governo Federal, que pode ser aplicado diretamente na entrada do imóvel. Dependendo do perfil do comprador, esse valor pode chegar a até R$ 55 mil. No Paraná, famílias com renda de até 4 salários mínimos também podem contar com um subsídio estadual adicional de R$ 20 mil.
Somados, esses incentivos reduzem de forma expressiva o valor necessário para a entrada do imóvel, ampliando o acesso à casa própria. Ao mesmo tempo, o modelo contribui para mitigar o risco das construtoras na operação, tornando o financiamento mais equilibrado para todos os envolvidos.
“Em média, os subsídios representam cerca de 12% do valor do imóvel, somando os incentivos estadual e federal, reduzindo significativamente a entrada e o valor financiado”, explica Felipe Toledo. “Na prática, o subsídio reduz a necessidade de capital próprio, melhora as condições de financiamento e amplia o acesso à moradia, especialmente para quem hoje está no aluguel”, destaca.
Com base no histórico de comercialização de 2025 das regionais da Rottas em Londrina e Ponta Grossa, os empreendimentos econômicos são a linha de produto com maior liquidez. “Esse desempenho está diretamente ligado ao principal objetivo do público atendido: sair do aluguel e conquistar o primeiro imóvel”, analisa o diretor Comercial e Marketing.
Parcela congelada, aluguel em escalada
Os números ajudam a explicar por que o financiamento habitacional tem se mostrado mais vantajoso no longo prazo. No Paraná, em um comparativo comum, a prestação do financiamento bancário permanece estável, em média, R$ 900 ao longo de todo o contrato, enquanto o aluguel, mesmo iniciando em valor semelhante — cerca de R$ 950 —, tende a crescer de forma contínua, reajustado anualmente por indexadores de inflação como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou Índice Geral de Preços – Mercado (IGPM).
Moradia ou patrimônio
Segundo dados da construtora Rottas, nos imóveis da faixa econômica, em torno de R$ 220 mil, o processo de compra também tem se mostrado ágil, com efetivação média em cerca de 20 dias. A taxa de aprovação de crédito pode variar ao longo do tempo, de acordo com as premissas e políticas vigentes da Caixa Econômica Federal.
“Ainda assim, considerando os clientes que obtêm o crédito aprovado, observa-se que mais de 50% concluem efetivamente a compra do imóvel, demonstrando uma boa taxa de conversão para compra desses casos”, observa o diretor Comercial e Marketing.
Outro ponto de destaque é a ampliação recente do programa Casa Fácil Paraná para pessoas com 60 anos ou mais. Dentro dos critérios do programa, o aporte estadual pode chegar a até R$ 80 mil. “Em situações específicas, o benefício chegou a R$ 86 mil, tornando a parcela mais acessível e adequada à renda do comprador”, complementa Felipe Toledo.
O sonho da casa própria segue vivo entre os jovens
O movimento observado no Paraná dialoga com um dado mais amplo sobre o desejo dos brasileiros. Segundo o Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada cinco brasileiros vive em imóvel alugado. Ainda assim, 95% dos jovens brasileiros afirmam sonhar com a casa própria na terceira idade, de acordo com um estudo do Programa de Pós-Graduação em Gestão Urbana da PUCPR. A pesquisa, que analisou preferências habitacionais entre diferentes gerações, mostra que o aluguel é visto majoritariamente como solução temporária, e não como escolha definitiva.
“Os padrões observados desafiam narrativas simplistas de uma suposta ‘geração aluguel’”, afirma o urbanista Rafael Kalinoski, doutor e pesquisador da PUCPR. “Há uma série de fatores — individuais, sociais, temporais e espaciais — que ajudam a explicar por que o desejo pela casa própria permanece.
”Entre jovens das gerações Y e Z, 94,6% dizem desejar um imóvel próprio no futuro. Mesmo aqueles com perfil mais flexível, que priorizam mobilidade e experiências, mantêm latente a aspiração de adquirir um bem. “Para a maioria, o aluguel é uma solução diante das dificuldades econômicas, e não uma escolha definitiva de estilo de vida”, explica Kalinoski
Sobre a Rottas
A Rottas Construtora e Incorporadora tem 15 anos de história, mais de 8 mil unidades lançadas e mais de 500 mil m² de obras em portfólio. Com atuação no Paraná e em Santa Catarina, a empresa está entre as cem maiores construtoras do país, segundo o ranking INTEC Brasil. São 800 colaboradores diretos e indiretos envolvidos na construção de imóveis diferenciados, admirados e sustentáveis. Em seu método construtivo, a construtora emprega tecnologias e métodos adequados e inovadores que garantem eficiência e qualidade na execução dos projetos. Acesse e conheça mais em https://rottasconstrutora.com.br