Moinho da intercooperação conquista ISO 22.000

Com menos de três anos de atividade, o Moinho do sistema de intercooperação já obteve a ISO 22.000, certificação internacional para o sistema de gestão de segurança de alimentos, que abrange toda a cadeia produtiva. Esta conquista possibilita à indústria localizada em Ponta Grossa (PR) a ampliação de sua carteira de clientes, que, hoje, é formada principalmente por grandes empresas de massas, panificação e biscoitos, pois se trata de um critério de qualidade exigido pelos maiores players deste mercado.

Entre os benefícios da ISO estão o reconhecimento internacional do trabalho realizado na indústria, a identificação e, consequentemente, o controle dos processos de produção e a validação da forma como a empresa está sendo administrada. O coordenador do Moinho, Cleonir Ongaratto, afirma que desde a implantação da indústria, em junho de 2014, a certificação está sendo visada.

“A norma promove uma comunicação mais organizada no processo entre colaboradores, cooperados, administração e clientes. Com a ISO 22.000, são identificados todos os processos envolvidos na produção da farinha de trigo e levantados todos os perigos associados a cada etapa. Por esses levantamentos, é possível estabelecer controles específicos e eficazes para gerenciar a produção. O resultado é o aumento da credibilidade e a confiança, redução de casos de contaminação e de reprovação de produto acabado, além do fortalecimento de todos os elos da cadeia”, explica Ongaratto.

A auditoria para certificação aconteceu em dezembro do ano passado, quando foi avaliado todo o sistema de gestão da indústria, com o foco na segurança dos alimentos produzidos no moinho. Essa avaliação abrangeu os setores e processos da qualidade, produção, administração, manutenção e, principalmente, o comprometimento dos colaboradores.

A analista de qualidade do Moinho, Silvia Borges, afirma que a ISO é uma maneira eficaz de gerenciar a produção de alimentos, com o objetivo de garantir a produção de um alimento seguro, sem contaminantes e riscos para o consumidor, evitando, por exemplo, necessidade futura de recall. “A certificação, além de todas as vantagens já mencionadas, é uma forma de materializar todo o trabalho realizado desde o início da indústria. Embora o sistema de gestão já estivesse implementado parcialmente desde fim de 2015, a certificação é uma forma de demonstrar tanto para a alta gestão quanto para os colaboradores que todos os treinamentos, as rotinas e os controles realizados são válidos, eficazes e necessários para garantir um processo seguro, sem surpresas e devoluções”.

Mercado exigente

A indústria de alimentação é uma das mais rigorosas do mundo, já que atua diretamente com a saúde e a qualidade de vida das pessoas. Algumas empresas adquirem produtos de indústrias que não possuem a ISO 22.000; entretanto, apresentam uma exigência. “Quando uma indústria não tem a ISO 22.000, alguns clientes realizam a auditoria por conta própria”, diz o coordenador do Moinho.

Outros clientes, por sua vez, não negociam se a indústria não tiver a ISO. “A ISO 22.000 para eles é requisito básico. Além disto, verificamos que o maior benefício é para a própria indústria, que cresce voltada aos padrões praticados mundialmente, com foco na melhoria contínua, além de abrir portas para outros clientes”, conclui a analista de qualidade.

Estrutura

O Moinho tem capacidade de processamento de 400 toneladas de trigo por dia, conta com 61 colaboradores, podendo funcionar 24 horas, 365 dias por ano. Instalada em Ponta Grossa, a indústria alcançou em 2016 inéditas 113 mil toneladas de produção e 114,8 mil toneladas de carregamento, muito próximo à capacidade total da fábrica.

A farinha de trigo Herança Holandesa é vendida somente no atacado a indústrias alimentícias que a utilizam na produção de massas, pães e biscoitos. A venda para o varejo está em estudos entre as cooperativas. 

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial

Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e a segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é formada por descendentes de holandeses e por brasileiros, a qual tem como principais bandeiras: cooperativismo, em que o resultado alcançado se deve a união do trabalho de todos os cooperados e os colaboradores; a diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e a alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra.

Sobre o sistema de intercooperação

As cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal formam a intercooperação. Juntas, possuem a produção industrial de lácteos nas unidades de beneficiamento de leite em Ponta Grossa, Castro (ambos PR) e Itapetininga (SP) – marca Colônia Holandesa; a produção de farinha de trigo em Ponta Grossa – marca Herança Holandesa; e a produção de cortes suínos com a marca Alegra Foods (Castro).

 

Share:

Veja também: