Frísia lança novo Programa de Desenvolvimento para mulheres no agronegócio

Na tarde de ontem (8), a Frísia lançou seu novo Programa de Desenvolvimento da Mulher Cooperativista no Agronegócio, durante evento em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Realizado no Clube Social de Carambeí, em parceria com a Bayer, a celebração contou com cerca de 200 convidadas – que acompanharam uma palestra sobre reinvenção e liderança, além de ouvirem histórias de mulheres de sucesso no agronegócio.

Evento de lançamento do novo programa de desenvolvimento da mulher contou com mais de 200 convidadas. Foto: Rodrigo Covolan

Mais de 110 cooperadas de diversos munícipios participaram do desenho da nova proposta, com uma estrutura mais ativa. Os módulos desenvolvidos ofertam novos conhecimentos e experiências, favorecendo viagens técnicas e intercâmbio de iniciativas entre as próprias mulheres e as propriedades. O plano estratégico tem uma visão de longo prazo e busca trabalhar temas de gestão, administração e liderança. O primeiro módulo, que tratará de capacitação e gestão, está previsto para começar em maio.

“É importante trazer as mulheres cada vez mais para perto da cooperativa, principalmente por meio de sua efetiva participação – sejam elas mesmas associadas, ou auxiliando o marido. Acreditamos que a força feminina pode trazer resultados cada vez mais efetivos na produção, na gestão e na inovação dentro das propriedades”, explica Renato Greidanus, diretor-presidente da Frísia.

Mulheres no Agronegócio
Embora ainda sejam minoria no agronegócio, muitas mulheres gerenciam suas propriedades e dão exemplos de sucesso e superação no setor. Isso foi visto nas quatro histórias apresentadas no painel Mulheres no Agronegócio, realizado durante o evento com cooperadas da Frísia dos segmentos de leite, suínos e grãos.

Ana Terezinha Slusarz assumiu o trabalho com grãos na propriedade do pai, depois que ele teve um problema de saúde, e entende que a presença de mulheres no agronegócio é importante. “Nos sentimos desempenhando um papel muito significativo. As mulheres têm muito a contribuir: trouxemos uma visão mais humanizada, mais preocupada com a sustentabilidade e com a gestão de pessoas.” Débora de Geus, primeira mulher a ser eleita ao comitê suinícola da cooperativa, também acredita no poder da força feminina no campo: “É preciso sair da zona de conforto para vencer desafios e mostrar que podemos fazer muitas coisas. É preciso querer fazer a diferença”, salienta.

“Ser produtora rural é um trabalho de todo dia”, avisa Marlene Kaiut, que salvou a leiteria da família e hoje viaja pelo Brasil apresentando seu caso de sucesso. A administradora toca sozinha o negócio de leite, com 160 animais e uma produção média de 25 litros por lactante ao dia.

Na família de Juliana Ventura, a realização do trabalho veio com o investimento na produção leiteira – que começou como atividade secundária. Foi o trabalho em família e a associação com a cooperativa em 2013 que propiciaram a melhora da produção e da qualidade de vida. Os filhos participam das atividades desde de pequenos e demonstram interesse na sucessão familiar. “Sempre conversamos sobre isso, estamos preparando o começo dos frutos que eles vão colher mais para frente”, conta Juliana, cuja produção leite chega aos 1.240 litros diários.

Sobre a Frísia Cooperativa Agroindustrial
Fundada em 1925, a Frísia é a cooperativa mais antiga do Paraná e segunda do Brasil. Localizada na região dos Campos Gerais, tem sua produção voltada ao leite, carne e grãos, principalmente, trigo, soja e milho. A cooperativa é resultado da união do trabalho de todos os cooperados e colaboradores; da diversificação da produção, englobando a produção leiteira, de grãos e de proteína animal; e da alta qualidade do que é feito e comercializado, com animais de excelente genética, rastreamento e investimento em tecnologia, infraestrutura e mão de obra. Os valores da cooperativa são Fidelidade, Responsabilidade, Intercooperação, Sustentabilidade, Integridade e Atitude (FRISIA).

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