Dia Mundial de Higiene das Mãos: um ato que pode salvar vidas

Você sabia que apenas 26% das pessoas lava as mãos após usar o banheiro? E que apenas 73,5% da população mundial tem acesso a pontos de lavagem das mãos? Esses dados foram divulgados por cientistas no Jornal Internacional de Epidemiologia em 2019. 

O ato de lavar as mãos ganhou destaque com a pandemia da covid-19, mas a verdade é que muitas doenças podem ser prevenidas com essa simples ação. A importância é tanta, que foi criada uma data especial para isso, no dia 15 de outubro: Dia Mundial de Lavar as Mãos. Na opinião do professor de Ciências e de Itinerário Formativo Ciências da Natureza do Colégio Marista Criciúma, Michael de Bona, lavar as mãos é uma das medidas mais simples e eficazes para impedir a propagação de muitas doenças. “A higienização das mãos realizada de forma correta dificulta e pode até interromper a transmissão de infecções bacterianas, virais e parasitárias. As mãos contaminadas são responsáveis por grande parte dos resfriados, gripes, intoxicação alimentar e parasitoses intestinais”, explica. Segundo ele, muitos acreditam que as transmissões ocorrem apenas pelo ar, mas na verdade, a maioria é pelas mãos contaminadas.

“Muitas vezes passamos as mãos nos olhos, nariz e lábios e tocamos as mãos, rostos e ombros de outras pessoas. Se nossas mãos não forem higienizadas de forma correta, facilmente podemos nos contaminar ou contaminar outras pessoas, transmitindo vírus, fungos, bactérias ou parasitos”, orienta de Bona.

A maneira certa

Em relação à forma de lavar as mãos, o recomendado é utilizar água limpa e sabão simples. A professora de Ciências do Colégio Marista São Luís, Ana Karolina Rucks, lembra que a pandemia também reforçou bons hábitos de higiene, como a lavagem frequente das mãos de forma eficiente. “Ouvimos muito falar sobre isso durante a pandemia. Para lavar as mãos o ideal é usar água limpa, esfregar a palma da mão, esfregar a ponta e entre os dedos e até os punhos. Fazer isso durante 20 segundos já garante uma boa limpeza”, comenta.

Com relação à frequência, não existe contraindicação. “Ficar atento aos momentos em que espirramos, tossimos, ao coçar o nariz, ao mexer no lixo de casa ou quando for limpar as fezes e urina dos animais domésticos, por exemplo. Lavar as mãos deve ser um hábito comum e frequente e não apenas depois de usar o banheiro”, revela a professora, que complementa: “é engraçado analisar isso, mas a sociedade passou a lavar as mãos com mais frequência depois do século 19, e com isso foi possível reduzir o número de doenças drasticamente e aumentar o tempo de vida das pessoas”. 

Uma dica importante em locais públicos é aproveitar a toalha de papel usada para secar as mãos para fechar a torneira, prevenindo a contaminação.  

Sobre a Rede Marista de Colégios: A Rede Marista de Colégios (RMC) está presente no Distrito Federal, Goiás, Paraná, Santa Catarina e São Paulo com 18 unidades. Nelas, os mais de 25 mil alunos recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em www.colegiosmaristas.com.br.

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