Assessoria de Imprensa, Marketing de conteúdo, Comunicação Digital, Comunicação

É inegável que o marketing de influência tem impactado muito o comércio mundial. Quando percorremos os stories ou as feeds das redes sociais, damos logo de cara com posts de influencers sobre determinado produto ou serviço. É por isso que incluir influencers nas estratégias de comunicação virou obrigação de profissionais da área. No entanto, pesquisas sobre os hábitos de consumo de novos consumidores apontam que vêm aí mudanças drásticas no marketing de influência como o conhecemos.
O estudo da consultoria Kantar, publicada pelo portal especializado Media Post, dá sinais claros disso. A lógica dos influenciadores com a qual estamos acostumados não tem aderência à forma como consomem as pessoas da Geração Z (nascidas entre meados dos anos 1990 e início do ano 2010). Enquanto os millenials (dos anos 1980 até a meados de 1990) aceitam muito bem a estética do Instagram, a Geração Z a considera fake e busca mais realismo nas publicações. Traduzindo para as estratégias de marketing de influência: enquanto os millenials seguem e curtem influenciadores que propagam marcas — muitos deles com base em patrocínio dessas mesmas marcas, a Geração Z vai atrás daqueles realmente especializados, aumentando a importância de micro e nano influenciadores que trabalham com conteúdos especializados e qualificados. A perda de credibilidade dos maiores já era de se esperar num mundo no qual influencers compram seguidores falsos, contratam cliques e promovem produtos que eles nem sequer usam.
Segundo o mesmo levantamento da Kantar, estamos num pico do gráfico de crescimento do marketing de influência, que começa a seguir seu curso descendente. Em paralelo, crescem as comunicações one-to-one entre os consumidores por meios como mensagens por Whatsapp, e-mails e grupos fechados, de forma difícil de se detectar. Seria esse um passo à frente do marketing de influência?
Consumidor no centro
A consultoria especializada em engajamento na rede Zyper acha que sim, e aposta no crescimento da importância de superfãs e de comunidades ao redor de produtos e de marcas. Eles são apontados como fontes de informação e de influência consideradas mais autênticas pelos consumidores jovens. “As marcas agora estão procurando maneiras de desencadear conversas mais significativas com seus fãs, além de aproveitar a voz desses clientes para descobrir novos produtos e adquirir insights que podem aumentar as vendas e impulsionar o desenvolvimento de novos produtos”, diz Amber Atherton, CEO da Zyper em entrevista ao colunista Greg Petro, da Forbes.
Para os profissionais de comunicação é uma nova realidade que impacta de forma significativa o jeito de trabalhar. É cada vez mais necessário analisar não somente o alcance dos influenciadores, mas o conteúdo, seu grupo de penetração e o formato do que é publicado pelo influenciador. Não se trata apenas de levar a informação ao público pretendido, mas “colar” a sua marca em influenciadores reais, advogados genuínos das marcas, uma espécie de superfã que influencia outros consumidores.
O caminho é encontrar esses superfãs, detectar com quem se relacionam e achar uma forma de sugerir temas sem pagar pelo espaço e, ao mesmo tempo, manter a autenticidade do conteúdo produzido e divulgado por eles. Não é uma tarefa fácil, mas a questão central está em como estabelecer uma relação não invasiva, de transparência e de confiança com o público final. Eis aí a chave do sucesso.


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