Latinha

A Associação Brasileira do Alumínio – ABAL e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade – ABRALATAS informam que o país reciclou 289,5 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas, das 294,2 mil toneladas disponíveis no mercado em 2014, crescimento de 12,5% em relação ao ano anterior. Com isso, o índice de reciclagem de latas de alumínio para bebidas atingiu 98,4%, mantendo o Brasil na liderança mundial desde 2001. Segundo dados das duas entidades, foram recicladas no ano passado 22,9 bilhões de embalagens, o que corresponde a 62,7 milhões/dia, ou 2,6 milhões/hora.

Segundo o coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da ABAL, Mario Fernandez, a indústria da reciclagem no Brasil já está bem madura. “Há mais de dez anos somos o país com o maior índice de reciclagem de latas de alumínio do mundo, com desempenhos sempre superiores a 90%. Isto demonstra a maturidade e estruturação do mercado de reciclagem brasileiro. Este é um mercado cada vez mais representativo para a indústria, sociedade e meio ambiente”.

Para Renault Castro, presidente executivo da Abralatas, “a manutenção do índice próximo aos 100% de reciclagem é uma demonstração de que o modelo, referência para a construção da Política Nacional de Resíduos Sólidos, está consolidado e serve de exemplo para uma economia de baixo carbono, com geração simultânea de emprego e renda, conforme os objetivos que se pretende atingir na COP-21, em Paris”.

Vantagens econômicas e ambientais

Apenas em 2014, a coleta de latas de alumínio para bebidas injetou R$ 845 milhões na economia nacional, contribuindo com a geração de renda e empregos para milhares de catadores de materiais recicláveis. Além disso, a atividade de reciclagem consome apenas 5% de energia elétrica, quando se compara ao processo de produção do metal primário. Isso significa que a reciclagem das 289,5 mil toneladas de latas em 2014 proporcionou uma economia de 4.250 GWh/ano ao país, número equivalente ao consumo residencial anual de 6,6 milhões de pessoas, em dois milhões de residências.


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