Em um ano atípico por conta da covid-19, o Natal, a data mais importante para o varejo, terá a menor taxa de movimentação de vendas dos últimos cinco anos. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o movimento das vendas gerará em torno de R$ 37,5 bilhões e 70,7 mil vagas temporárias de trabalho.

O Brasil ainda não controlou a pandemia e não há expectativa de uma vacina para 2020. “Além disso, as pessoas estão cansadas do isolamento social, então o Natal vai apresentar muitas restrições tanto financeiras quanto de mobilidade física. Por exemplo, com o novo olhar para o domicílio, dificilmente haverá grandes eventos que tenham aglomeração, os consumidores passarão a olhar para sua própria casa e se reunir com um grupo menor de convidados. A busca será por refeições e porções menores, e com o foco maior em uma experiência gastronômica. Os restaurantes devem estar antenados para atender esse novo consumo”, explica Elizeu Barroso Alves, coordenador dos cursos de Gestão Comercial e Varejo Digital do Centro Universitário Internacional Uninter.

Neste final de 2020 acontecerão novos tipos de consumo, como a redefinição por parte dos consumidores do que é ‘festivo’ e ‘presenteável’. Devido às incertezas, as pessoas passarão a prolongar as suas decisões tanto de presente quanto das festividades de Natal e Ano Novo.

Mesmo com as restrições financeiras e de mobilidade impostas pela covid-19, um mapeamento da Nielsen Global Connect apontou que as pessoas vão manter suas comemorações. “Os varejistas devem se aprofundar na leitura desse cenário que soma ao mesmo tempo o desejo de comemorar e os receios impostos pelo vírus, para criar uma nova experiência de consumo”, finaliza Alves.


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